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[RESENHA] O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO

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"O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO" , de John Le Carré Editora Abril, Coleção "Grandes Sucessos" (série branca)  259 páginas Ano: 1982 (possivelmente) Período de leitura: de 26/01/2019 a 31/01/2019 Esse não foi o primeiro livro do autor que li, pois comecei pelo último, " Um legado de espiões ", por engano, mas foi bom porque aquele lançou luzes sobre este por remeter a várias coisas que aconteceram nesta trama. O enredo segue Alec Leamas, espião do "Circus" (nome fictício do serviço secreto britânico, supostamente baseado no MI6) em um intrincado jogo de espionagem durante a Guerra Fria no qual os países adversários tentam descobrir quais são as redes de espionagem do outro e qual o seu campo de ação. Acontece o seguinte: os alemães estão desconfiados de que um alto funcionário do governo seja um agente duplo trabalhando para a Inglaterra e, por conta disso, é montada uma farsa pelo Circus para que Leamas seja mostrado como...

[RESENHA] CAIXA DE PÁSSAROS

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Caixa de pássaros", de Josh Malerman Prazo de leitura : de 01/01/2019 até 02/01/2019. Minha primeira leitura completa do ano de 2019 foi motivada pela hype do lançamento do filme "Bird Box", pela Netflix, que é baseado neste livro de Josh Malerman, jovem autor de sete livros e outras novelas de suspense e terror, que também é cantor na banda  The High Strung . Como na maioria dos casos, este autor tem apenas três livros publicados no Brasil dentre todos os que compõem a sua obra, quais sejam, "Piano Vermelho ( Black Mad Wheel )", "Caixa de Pássaros ( Bird Box )" e "Uma casa no fundo do lago ( A House at the Bottom of a Lake )", porém, dada a repercussão destes, é bem possível que outros títulos acresçam ao catálogo nacional. O ENREDO A narrativa é feita em dois tempos da vida de Malorie, a protagonista, focando o seu presente e o momento em que os eventos se iniciaram quatro anos e meio antes. É feita tanto em pri...

[RESENHA] Extensão do domínio da luta

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Extensão do domínio da luta, de Michel Houellebecq Prazo de leitura : de 21/12/2018 até 22/12/2018 Essa foi minha primeira incursão nas obras de Michel Houellebecq depois de ler várias críticas positivas sobre ele. Na Wikipedia ele é assim retratado: " Michel Houellebecq, nascido Michel Thomas (Ilha da Reunião, 26 de fevereiro de 1958), é um escritor francês. Ficciconista, poeta, ensaísta, realizador, argumentista, Houellebecq é um dos mais traduzidos autores franceses contemporâneos, e também um dos mais controversos. Michel Houellebecq é o enfant terrible da literatura francesa atual. Odiado e amado, os seus livros abordam sempre temas na moda e são altamente polêmicos, porque ele tem sempre um ponto de vista iconoclasta sobre os problemas. Seus romances Partículas Elementares e Plataforma lhe valeram uma reputação internacional de provocador, embora sejam também frequentemente considerados como um sinal de renovação da literatura francesa. Com o livro ...

[RESENHA] Crime e Castigo

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Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski Leitura iniciada em  03/11/2018  e finalizada em 20/11/2018 . Eu não sei se é implicância minha, mas depois de ler Os irmãos Karamazov  fiquei com a impressão, lendo este, que Dostoiéviski tem um enredo um tanto arrastado, embora "Crime e Castigo" tenha fluido melhor do que aquele. Acho que a construção da personalidade e caráter de cada personagem mediante situações vividas pelo mesmo, e não pelo recurso à autoanálise, torna demorada a apreensão da psiquê de cada um deles, ao mesmo tempo que os expõem a situações destoantes com o enredo do livro unicamente para que o leitor tenha uma ideia do que move aquele indivíduo a fim de entender o que o motivou, no enredo do livro em si, naquele fio condutor contínuo, a fazer o que fez. Nesta obra em particular, mais que em "Os irmãos Karamazóv", eu pude perceber a tentativa de Dostoiévski de dialogar com a filosofia de Nietzsche, particularmente sua hipótese sobre o Supe...

[RESENHA] Os Irmãos Karamazov

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Os irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski Leitura iniciada em  05/08/2018,  juntamente com a leitura de Proust ( No caminho de Swann ),  e finalizada em 03/11/2018 . Lendo essa obra simultaneamente à leitura de Marcel Proust a comparação entre ambos se mostrou inevitável, embora os autores tenham estilos, ênfases e intenções diferentes e tenham nascido em contextos sociais e épocas bem distintos. Eu vejo Dostoiévski mais cru, direto... Detalhista mas direto, ao passo que Proust me parece ter um discurso mais onírico, com uma fluência um tanto Zen-Budista, fala/escrita cadenciada, pausada e contínua... Difícil explicar, mas um tanto mais elegante, menos "gente-correndo-na-rua", que me parece ser mais a fluência de Dostoiévski. Outra diferença entre ele e Proust é que este dá muita vazão à descrição das impressões, sensações e sentimentos de seus personagens, descrevendo minuciosamente cada evento sob o prisma subjetivo num fluxo contínuo de consciência l...

[RESENHA] A Defesa

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A defesa , D.W. Buffa Prazo de leitura : de 29/11/2018 até 02/12/2018 Enfim terminei a leitura de "A defesa", segundo thriller legal de D.W. Buffa, adquirido depois de muitos anos de já ter conseguido "O Processo". O autor, Dudley W. Buffa, é PhD em Ciência Política e atou como advogado de defesa em matéria criminal, o que lhe proporcionou material para a criação de Joseph Antonelli, seu personagem principal nesta obra. Buffa é autor de pelo menos treze livros, mas apenas estes dois foram traduzidos para o português, infelizmente, e sem perspectiva de que outras obras dele apareçam, já que estes dois estão esgotados e nunca foram reeditados. "O processo" eu li enquanto ainda cursava a Faculdade de Direito e ele me proporcionou uma das frases nas quais mais tenho pensado desde então: " Eu deixei de ser um advogado que procurava provar a inocência dos meus clientes para me tornar aquele que insistia na falta de provas contra e...

[RESENHA] O caso morel

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O caso Morel, de Rubem Fonseca Prazo de leitura : de 16/06/2018 até 19/06/2018. Esse foi meu segundo livro de Rubem Fonseca, o primeiro sendo o "Agosto". Confesso que este autor tem se me mostrado uma leitura bastante agradável, seja pelo retrato que faz de uma sociedade um tanto decadente, como pela maestria na condução da trama. Bem verdade que embora o autor tente dar um ar um tanto chulo a algumas partes da narrativa, ele não "desce aos porões dos guetos" para usar palavras de baixo calão ou gírias próprias das comunidades locais, relegando-se a uma releitura do cotidiano sob a ótica de alguém que não vive ali. Mas nada disso atrapalha a leitura da obra, pois é interessante ver como alguém de fora de um nicho se esforça para retratá-lo da melhor forma que consegue, embora seja um contraste inegável com a forma narrativa empregada por escritores que realmente saíram do nicho mais pobre ou dos rincões mais exclusivos. Esse livro não fa...