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A polêmica youtuber

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A polêmica booktuber  ou  Comentário literário tem feudo? Resumo da ópera: Um autor nacional, querendo promover seu livro, solicitou orçamento a uma booktuber, depois passou a criticar todos os booktubers que cobram pela divulgação de livros a pedido de autores/editoras. Se não gostava do meio de divulgação, por que querer fama a preço tão vil? Ma che cazzo é questo? O autor que queria contratar a booktuber que lhe enviou o orçamento deveria buscar outros meios de divulgação, tal como a Y&R, a WMcCANN, etc., não? Pode ser mais barato, já que ele pensa que o "autor" é um "Deus criativo" que deve ser muito mais valorizado do que aqueles que ele chama de "vendedores" e certamente essas agências reconheceriam isso. Será que ele paga seus almoços e jantares com exemplares de seu livro ou depende de quem promova a venda de seu livro para ter dinheiro, divulgação essa que, se inexistente, tornam o livro dele tão útil quanto um cal...

[RESENHA] A vendedora de livros

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Em 26/06/2018 eu terminei "A vendedora de livros" , de Cynthia Swanson. Um livro um tanto diferente e que prende bastante o leitor. Esse livro foi recebido pela TAG Experiências Literárias, sob o selo " TAG Inéditos " e me surpreendeu muito. Há promessa de que se torne filme, protagonizado pela Julia Roberts O enrendo narra a história de Kitty , sócia de uma pequena livraria, que começa a ter sonhos bastante vívidos dela mesma em outra vida, na qual ela seria  Katharyn   (rica dona de casa) , casada com o "homem dos sonhos", com filhos e tendo a vida que sempre quis,  mostrando a alternância dessa mesma pessoa nessas duas vidas, cada vez que Kitty sonhava. Em sua vida como Kitty ela é sócia de Frieda, sua melhor amiga, enquanto como Katharyn, ambas não se falam mais por algum evento ocorrido no passado de ambas.   Os pais de Kitty ainda são vivos, mas os pais de Katharyn já morreram.  Kitty vive em 1962 e Katharyn vive em 1963.  ...

[RESENHA] O coração das trevas

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Em 08/07/2018 terminei a leitura de  "O coração das trevas ", de Joseph Conrad. O livro narra em retrospectiva as experiências de Marlow, nomeado capitão de um navio com a missão de ir a África para "resgatar" Kurtz, um comerciante de marfim e comandante de um posto de troca de marfim para uma companhia britânica. A narrativa se prende à viagem e ao que Marlow ia descobrindo acerca de Kurtz ao longo dela, mostrando que ele era visto como um grande comerciante e uma pessoa muito importante para a Companhia, possivelmente exercendo a função de "Gerente" de sua área. Mostra também que os nativos o idolatravam, mas nada é informado acerca dos motivos de tal devoção, sendo tal sentimento partilhado por aqueles que o conheciam, que se sentiam algo como hipnotizados e devotados a lhe agradarem. Por fim o próprio Marlow se impressiona com Kurtz e passa a admirá-lo de modo inexplicável quando finalmente o encontram, depois de aventu...

Meta cumprida, dobremos a meta!

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Meta do primeiro semestre cumprida!! Passemos à outras metas! Em 01/07/2018 terminei as leituras a que me propus fazer no primeiro semestre de 2018, resgatando pérolas perdidas de minhas estantes, intercalando com aquisições mais recentes. Consegui fazer as leituras de livros de contos e constatar que nada do que é representado em filmes corresponde fielmente aos contos originais, os quais entendo como desconcertantes se fossem lidos para crianças. Creio que deveriam ser de uso corrente entre os adultos, que poderiam ir apresentando-os aos filhos de pouco em pouco, à medida que fossem ficando mais velhos e mais maduros. Mas é só uma suposição. O que me chama a atenção nos contos e fábulas é o caráter pedagógico deles, que ensinam, do seu jeito, um pouco de moral e ética aos leitores. As leituras dos clássicos também agradou muito, porque não tive contato com eles durante a juventude e com os estudos de obras jurídicas que constantemente tenho que fazer, bastant...

[RESENHA] O homem de giz

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Terminado "O homem de giz" , de C.J. Tudor. A trama, nas propagandas do livro, é direcionada àqueles que gostam do estilo de "Stranger things" , mas podemos falar a verdade?  Não vi qualquer identidade entre ambas as obras. "Stranger Things" tem muito componente fantástico, pessoas vítimas de experimentos mirabolantes, poderes psíquicos de uma personagem, supostos mundos paralelos e muita ficção científica, fatos que são completamente inexistentes em "O homem de giz". O único ponto de identidade entre ambas, é serem protagonizados por crianças. Apenas isso. O ponto positivo de Tudor foi escrever uma obra que eu classificaria como YA (Young-Adult) mixada com thriller e que não é óbvia, não permitindo prever o futuro da trama. O mistério que circunda a obra é o misterioso aparecimento de homens de giz em cenas específicas da trama, mas isso não tem nada de sobrenatural e é perfeitamente percebido pelo leitor como sendo a...

[RESENHA] Um trópico caliente esse!!

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Que dizer sobre o " Trópico de Câncer " de Henry Miller? Dizer que é obsceno é muito reducionista. Dizer que é uma narrativa não linear é o mais óbvio dos óbvios. Basta abrir o livro e perceber. É um diário alegorizado? Pode ser. É tão revolucionário assim? Agora até pode parecer historinhas de ninar, mas na década de 1920 em pleno fervor moralista norte-americano... imagine! O livro foi escrito quase como se escreve um diário: vários pensamentos soltos, que dentro de seu bloco até é possível identificar uma sucessão temporal linear, mas de um capítulo à outro isso é muito difícil de ser identificado, mais parecendo as lembranças de eventos vividos pelo protagonista do que fatos que se iam desenrolando à medida que lemos.  Não se trata de um romance epistolar , pois ninguém está escrevendo cartas ali, tampouco é dito que se trata realmente de um diário, mas é pela construção dos textos e capítulos que isso pode ser inferido, sem jamais se...

[RESENHA] Borges é nome de gato?

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Esses dias terminei a leitura de " Um gato chamado Borges ", de Vilto Reis. O exemplar foi recebido pela minha assinatura no clube literário "Sabiá Livreiro" e veio autografado pelo autor. A obra conta a estória de um jornalista obrigado pela sua editora a entrevistar "J.M." para o jornal em que trabalha, mesmo não gostando da tarefa. A afinidade entre ambos é zero, o jornalista demonstra claramente que não gosta de estar ali e que aquilo que lhe vai sendo contado é fantasioso ao extremo. Basicamente o João Magalhães, o JM, conta a estória de seu emprego numa rádio em que foi colocado para anunciar os obituários da cidade e nisso ele nota uma coisa curiosa: a maioria das mortes se dava por suicídio e isso o intrigou ao ponto de querer investigar se havia uma ligação entre eles. JM realmente descobre uma pessoa sempre citada naquela cidade e que poderia ser o ponto de convergência entre os suicídios, com o qual ele tem certa semel...

[RESENHA] Agosto, em pleno junho!!

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Enfim, finalizado o "Agosto" , de Rubem Fonseca, lançado em 1990. A edição que li é das mais baratas, comprada em bancas de jornais em uma coleção elaborada pela Folha de São Paulo por R$ 14,90!! Para que pagar mais caro, se a finalidade, que é ler o texto, pode ser atingida com mais economia? Quem me conhece sabe que não me importo com o acabamento das edições que compro, de modo que, ao contrário de alguns canais de booktubers que acompanho, não tenho a menor tara por adquirir títulos repetidos dos livros que tenho apenas porque foi lançada uma edição em capa dura ou com bordas/corte colorido, ou porque enfim seria lançada uma edição ilustrada ou algo do gênero. Procuro apenas por edições que tenham... olha que curioso... o texto ... Isso porque, repito, para mim livros não são itens de decoração para serem exibidos numa estante, mas sim convites ao exaurimento de seu conteúdo. E querendo aliar o apreço pela literatura com os recursos disponíveis, nada mel...

[RESENHA] E não sobrou nenhuma... mas, sim, sobrou um: eu

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Por esses dias terminei a leitura de "E não sobrou nenhum ", de Agatha Christie. Esse livro em seu original, de 1939, se chama " Ten Little Niggers ", o que originou, em português, traduções como " O caso dos dez negrinhos ", mais literal, e outra " O caso dos dez indiozinhos ", uma interpretação um tanto forçada, exceto se considerarmos uma possível ligação com o poema/música que norteia toda a trama, " Ten Little Injuns ", de 1850 (provavelmente) e que se referia, sim, a uma ordem decrescente de dez indiozinhos, mas que foi adaptada pela autora. Depois o livro passou a se chamar " And Then There Were None " quando publicado nos EUA em 1940, do qual deriva a tradução que li. Que livro difícil de acompanhar!!! É quase impossível antever as ligações da trama. A única situação que suspeitava é que, se um dos convidados era o assassino, um deles poderia ter se fingido de morto para então continuar seus assassinat...